Pablo de Mello Heredia

Professor de Violão e Guitarra

Violonista e compositor, iniciou seus estudos de violão clássico aos 10 anos de idade com o professor Rogério Menezes. Aos 16 anos, ingressou na Furb no curso de Licenciatura em música.

Na universidade, foi integrante da camerata de violões e com o grupo gravou um CD em 2010. Em 2015, gravou o CD “Soturno” de música autoral, que conta com peças de violão solo e outras formações.

Fundou em 2018 a camerata de violões de Camboriú, onde atua como profesor e regente. Atualmente tem se apresentado em diversas regiões como concertista solo e em música de câmara.

Leciona violão clássico e popular, práticas em conjunto – formações camerísticas clássicas ou bandas populares -, também desenvolve um trabalho refinado de musicalização com crianças a partir dos 03 anos de idade.

Como compositor e arranjador, trabalha principalmente música solo e de câmara.

Entrevista



1. Qual seu primeiro contato com a música?
R: Eu tinha 9 anos. Meu tio Ileon tocava violão e me ensinava algumas coisas. Aos 10, minha mãe Rosane me deu um violão de presente de aniversário e me matriculou na aula particular de violão clássico.

2. Em qual momento da sua vida você decidiu ser musicista?
R: Nunca me imaginei fazendo outra coisa. Desde que eu me entendo por gente eu sempre quis ser músico. Eu tenho uma lembrança de meu pai me “entrevistando” com um mini gravador, e eu dizia que queria ser músico. Nessa “entrevista”, eu tinha 3 anos de idade.

3. Como a família reagiu ao saber que você seguiria carreira musical?
R: Tive total apoio, principalmente da minha mãe e do meu tio, que sempre se mostraram solícitos e empolgados com meu progresso.

4. Qual foi o primeiro instrumento que você aprendeu a tocar? E quantos você hoje em dia toca?
R: Eu comecei com violão, e sigo com esse até hoje, porque é o instrumento de que mais gosto. Afinal, o violão é uma “pequena orquestra”. Toco também guitarra, contra-baixo, viola caipira, ukulele, arranho um pouco no violoncelo e violino. Também canto.

5. Qual é sua especialidade musical?
R: O violão clássico.

6. Quais seus compositores favoritos?
R: Essa pergunta é a mais difícil, pois não acho que seja possível ter um favorito. Uma das maravilhas do mundo contemporâneo é poder escutar uma música renascentista, em seguida impressionista, ou um rock, graças à internet. Eu gosto de muitos compositores e adoro descobrir novos. Gosto de Villa-Lobos, Dowland, Claudio Santoro, Guerra-Peixe, Chiquinha Gonzaga, Mozart, Beethoven, Chopin, Debussy, Haydn, EdinoKrieger, ArvoPart, Philip Glass, Claude Bolling, Danny Elfman, Joaquin Rodrigo, Torroba, Ravel, Granados, Tárrega, Albéniz, Eric Satie, Stravinsky, Shostakovich, Rachmaninov, Brouwer, Leoš Janáček, Smetana. E muitos outros, que daria uma lista quilométrica.

7. Quais seus planos para o futuro?
R: Quero produzir muito, compor muito, gravar muitos álbuns, fazer muitos concertos. Além da música, gosto de escrever. Tenho alguns contos escritos e um romance inacabado.

8. Você compõe música?
R: Sim. A composição me dá muita alegria e satisfação. Inclusive tenho um álbum gravado com 18 composições minhas, intitulado “Soturno”, lançado em 2015.

9. Você usa de alguma inspiração que não esta relacionada a musica para compor?
R: Tudo pode ser motivo para eu compor. Às vezes me inspiro em coisas que me acontecem, em obras visuais, literárias ou cinematográficas. Mas, na maioria das vezes, a inspiração é simplesmente musical.

10. Alguma mensagem para os músicos que estão começando agora?
R: Não tenha medo de ser músico. Com dedicação e paixão é impossível não ser bem sucedido. O mundo é grande e há espaço para todos. Não seja competitivo, procure sempre se superar. Existe muito repertório, muitas possibilidades, e somos todos necessários.


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Profº Pablo de Mello Heredia